Mudanças climáticas e resiliência urbana: estamos preparados para os extremos do clima?

Mudanças climáticas e resiliência urbana: estamos preparados para os extremos do clima?

Durante muito tempo, pensar em segurança hídrica significou, principalmente, garantir que houvesse água disponível. Hoje, essa equação ficou mais complexa. Não basta contar com redes e reservatórios. É preciso considerar também a capacidade de uma cidade de atravessar períodos de estiagem prolongada e, em outro momento, lidar com chuvas intensas e concentradas.

O cenário atual ajuda a dimensionar esse desafio. O fenômeno El Niño tem previsão de atingir intensidade muito forte nos próximos meses, segundo o monitoramento de órgãos como INPE e INMET. Nesse período, a previsão climática aponta chuvas acima da média e temperaturas elevadas em grande parte do país.

Mas o ponto central não está em tentar prever exatamente o que vai acontecer, e sim em reconhecer que essa variação climática exige sistemas capazes de lidar com diferentes condições. No saneamento, isso significa garantir a continuidade da operação mesmo quando as circunstâncias mudam. Chuvas intensas podem provocar quedas de energia, alagamentos e impactos sobre estruturas e equipamentos. Períodos prolongados de seca podem pressionar mananciais, elevar o consumo e exigir maior atenção à disponibilidade de água.

É nesse contexto que ganha força o conceito de resiliência urbana. Mais do que suportar um evento extremo, ser resiliente significa reduzir vulnerabilidades, responder aos impactos e recuperar a capacidade de funcionamento com agilidade.

Para a RIC Ambiental, esse trabalho começa antes de qualquer ocorrência. Obras estruturantes, ampliação da capacidade de abastecimento, modernização de equipamentos, manutenção das redes e redução de perdas fazem parte de uma estratégia voltada a fortalecer a infraestrutura e ampliar a segurança do sistema.

Há também uma dimensão menos visível, mas igualmente decisiva: a capacidade de transformar informação em ação. O acompanhamento de dados meteorológicos e operacionais permite antecipar necessidades e orientar decisões. E são as equipes que colocam essas decisões em prática quando uma situação exige resposta rápida.

Essa combinação entre infraestrutura, informação e pessoas é o que transforma planejamento em capacidade de reação. Uma cidade mais resiliente não é aquela que está livre dos efeitos de eventos extremos, mas aquela que possui condições para enfrentá-los sem comprometer a continuidade dos serviços.

ETA PEIXE
Para a RIC Ambiental, esse trabalho começa antes de qualquer ocorrência e faze parte de uma estratégia voltada a fortalecer a infraestrutura e ampliar a segurança do sistema

A participação da população também faz parte dessa construção. Em períodos de estiagem, o uso consciente da água contribui para preservar os recursos disponíveis e reduzir a pressão sobre o abastecimento. Durante chuvas intensas, seguir orientações de segurança, evitar áreas de risco e comunicar ocorrências ajudam a proteger as pessoas e contribuem para uma atuação mais rápida das equipes.

É com essa visão que a RIC Ambiental vem estruturando seu trabalho em Marília. Cada melhoria operacional e investimento contribui para fortalecer o sistema diante das necessidades atuais e ampliar sua capacidade de resposta às mudanças que podem surgir. Porque resiliência não se constrói apenas quando um evento extremo acontece, ela começa nas decisões tomadas para criar condições que permitem à cidade seguir contando com os serviços essenciais mesmo diante de novos desafios.

Juntos, por Marília, para Marília. Para transformar saneamento em qualidade de vida e saúde em futuro.

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Eng° Julio F. Neves

Superintendente Comercial e de Comunicação

RIC Ambiental – Água e Esgoto de Marília S.A.

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