O ano de 2025 representou um marco importante para os serviços de água e esgotamento sanitário nas áreas urbanas de Marília. Após um longo período de limitações operacionais e baixa capacidade de resposta às demandas da cidade, o município encerra o ano sob a gestão da RIC Ambiental com resultados que merecem ser analisados com atenção, critérios técnicos e senso público.
Não se trata de afirmar que todos os problemas foram resolvidos. Eles não foram. O saneamento é um sistema complexo, construído ao longo de décadas, e exige tempo para transformações estruturais. Ainda assim, é inegável que houve uma mudança concreta na forma de planejar, operar e intervir nos serviços essenciais que garantem saúde, dignidade e qualidade de vida à população.
Essa avaliação não se apoia apenas em discursos institucionais. O desempenho da RIC Ambiental no período foi formalmente atestado pelo Poder Concedente, por meio da fiscalização da AMAE – Agência Municipal de Água e Esgoto de Marília, que acompanhou de perto as ações realizadas desde o início da concessão, registrando tecnicamente as principais entregas e a conformidade dos serviços prestados.
A concessionária assumiu a responsabilidade por um sistema amplo e desafiador, que exigia respostas imediatas, sobretudo na recuperação de equipamentos e na garantia do abastecimento em regiões mais sensíveis. Ao longo desse ano, foram realizadas intervenções estruturais relevantes. Conjuntos de equipamentos foram recuperados ou substituídos, sistemas elétricos foram modernizados, unidades operacionais passaram por adequações de segurança e eficiência, e estruturas que estavam inativas voltaram a operar. Essas ações ampliaram a confiabilidade do sistema e reduziram riscos de falhas recorrentes.
A ampliação da capacidade de produção de água também se destacou. Poços estratégicos foram aprofundados, reativados ou perfurados, inclusive em áreas abastecidas pelo Aquífero Guarani, que em breve irão reforçar a segurança hídrica do município com a melhor distribuição entre diferentes regiões da cidade. Esse conjunto de ações mostrou uma mudança de lógica: sair do modelo puramente reativo para uma atuação mais planejada e preventiva.
No dia a dia da população, os reflexos desse trabalho apareceram em ações menos visíveis, mas fundamentais. Milhares de manutenções em redes e ramais de água e esgoto foram executadas, vazamentos corrigidos, obstruções eliminadas e hidrômetros instalados ou substituídos. São serviços que raramente ganham destaque, mas que impactaram diretamente a regularidade do abastecimento, a redução de perdas e a eficiência do sistema.
Ao final de 2025, Marília não chega a um ponto de conclusão, mas a um novo patamar. O atestado emitido a partir da fiscalização da AMAE, registra, de forma técnica, que houve capacidade operacional, planejamento e execução consistente no primeiro ano de gestão. O saneamento básico raramente é lembrado quando funciona bem e esse é justamente o seu objetivo. Que os próximos anos mantenham o foco na continuidade das melhorias, no diálogo transparente com a população e na consolidação de um serviço que não se faz com discursos, mas com trabalho permanente, responsabilidade e visão de longo prazo.
Juntos, por Marília, para Marília.

Eng° Julio F. Neves
Superintendente Comercial e de Comunicação
RIC Ambiental – Água e Esgoto de Marília S.A.

